segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Deixa-me



Que o frio que faz teu corpo tremer traga a ti a doce lembrança do meu abraço. E quando o vento gélido acariciar o teu rosto, que ele traga a vontade de estar em aconchegada em meu peito.
Deixa-me ser seu lençol, me deixa ser sua colcha. Deixa-me ser o seu chocolate quente, ser o sabor suave em sua boca. Deixa-me ser seu café cremoso, ser o sabor forte e gostoso que não te deixa dormir.
Deixa-me ser o despertador que te acorda todas as manhãs, com beijos e façanhas, deixa-me esgotar as suas forças, tirar seu ar e energia com as minhas artimanhas.
            Deixa-me tomá-la pra mim, assim como me tomaste pra si.  
Deixa-me ser o ser que sem querer te encontrou, deixa-me ser o ser que com bem querer te amou. E nunca deixou de amar.

Iuri Improta

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